Ao longo dos meus anos estudando e vivenciando o mercado financeiro, percebi que os grandes protagonistas nem sempre são aqueles com mais visibilidade ou fama. Muitos investidores veem os traders e investidores institucionais como atores principais, mas, na verdade, existe uma figura estratégica nos bastidores: o formador de mercado. É ele quem mantém a engrenagem girando, proporcionando liquidez e dando estabilidade aos preços de ativos.
Neste artigo, quero compartilhar minha visão sobre como esses agentes atuam e qual o real impacto para investidores comuns e plataformas como a TrendPlay, principalmente em um cenário nacional em plena expansão. Vou detalhar as diferenças entre os principais participantes, explicar como atuam em mercados tradicionais e digitais, mostrar como ganham dinheiro e quais as exigências do ponto de vista regulatório. Ao final, conto como eles contribuem para o ecossistema brasileiro, que só cresce, inclusive em ambientes de inovação.
O conceito de formador de mercado e seu papel central
Quando explico para amigos ou clientes, costumo dizer que ser market maker é quase como organizar uma festa: você tem que garantir que sempre haja gente disposta a comprar e vender, mantendo a animação o tempo todo. O formador de mercado nada mais é do que a entidade, pode ser pessoa física, empresa ou até mesmo sistemas automatizados, responsável por oferecer, de forma contínua, os dois lados de cada negócio: a compra e a venda.
Isso significa disponibilizar ordens de compra e venda para que os demais participantes possam executar suas operações com rapidez. Sem essa atuação, os investidores poderiam enfrentar falta de liquidez e preços muito distorcidos, com amplitude entre o valor pedido por vendedores e o preço aceito por compradores.
Garantir liquidez é o coração do trabalho do formador de mercado.
Ao criar um ambiente fluido, esses agentes permitem maior entrada e saída de recursos, estimulando negociações e ampliando a acessibilidade do público. Essa função é especialmente relevante no contexto brasileiro, como mostra o crescimento do número de investidores em renda variável, chegando a 5,3 milhões em 2024, um aumento de 6% em relação ao ano anterior, segundo dados recentes (fonte).
Market maker, trader, arbitragista: diferenças fundamentais
Engana-se quem pensa que todos os agentes do mercado têm as mesmas funções ou objetivos. Em minha experiência, percebi que confundir perfis pode gerar má compreensão sobre o funcionamento do sistema. Por isso, faço questão de esclarecer:
- Formador de mercado: Seu foco é manter ofertas de compra e venda constantemente, dando liquidez e diminuindo a diferença de preços, chamado de spread.
- Trader: Atua tentando lucrar com movimentos rápidos de preço, aproveitando tendências ou oscilações pontuais.
- Arbitragista: Busca ganhos com pequenas diferenças de preço de um mesmo ativo em plataformas ou momentos diferentes.
O market maker, portanto, é um facilitador: não busca necessariamente prever para onde vai o preço, mas sim atuar como ponte para garantir negócios, cobrando por esse serviço através do spread. Já os traders especulam sobre a direção dos preços, arriscando capital. Arbitragistas, por sua vez, são como caçadores de oportunidades temporárias, sem a preocupação direta com a liquidez geral do mercado.
Como funciona a atuação nos mercados tradicionais
No contexto da bolsa de valores brasileira (B3) e em OTCs (mercados de balcão), formadores de mercado têm atuação bastante estruturada. Normalmente, grandes instituições financeiras, corretoras ou bancos são responsáveis por esse papel em ações, derivativos ou títulos de renda fixa.
O formador de mercado se compromete a manter ordens de compra e venda para determinados ativos, quase sempre durante todo o pregão, dentro de limites de preço e quantidade estabelecidos por regras internas e pela própria bolsa. Isso permite que, mesmo em momentos de baixa movimentação, ainda existam ofertas disponíveis para aqueles que desejam entrar ou sair do ativo.

Gostaria de destacar que a atuação desses players contribui, inclusive, para períodos críticos de volatilidade, quando, sem suas ofertas, poderia haver distorções significativas de preço. No meu entendimento, é justamente nesse momento que o valor do formador de mercado se torna mais claro para todos. Aqueles que quiserem entender mais sobre o universo da bolsa no Brasil podem conferir conteúdos na categoria mercado, onde aprofundei outros temas relevantes.
O impacto do formador de mercado em ativos digitais no Brasil
Com a popularização das criptomoedas e tokens, observamos um novo cenário. Entre julho de 2023 e junho de 2024, brasileiros negociaram US$ 90 bilhões em criptoativos, sendo 60% desse volume movimentado por investidores institucionais, segundo dados relevantes do segmento. Aqui, a presença de formadores de mercado é ainda mais necessária para garantir liquidez, já que muitos desses ativos têm menor volume geral de negociação e grande oscilação de preços.
Um exemplo claro é em plataformas inovadoras como a TrendPlay: sem um sistema ou agente especializado em prover liquidez, a experiência do usuário se degradaria, com altas diferenças no valor entre o “Sim” e o “Não” nas apostas de eventos. Se você já usou a plataforma, provavelmente percebeu como as cotações se mantêm próximas ao valor justo na maioria do tempo; isso é resultado direto da atuação dos provedores de liquidez.
No contexto dos ativos digitais, como mostra o primeiro trimestre de 2025, onde o déficit em cripto diminuiu no Brasil, o papel do formador de mercado em gerenciar a volatilidade e garantir oportunidades de entrada e saída se destaca ainda mais. Plataformas brasileiras que integram a experiência local e pagamentos em reais, como TrendPlay, se beneficiam dessa ordem, trazendo mais participantes e transparência.
Mecanismos de lucro: spread, taxas e gestão de risco
Quando me perguntam como o formador de mercado ganha dinheiro, costumo responder de forma simples: a principal fonte de receita é o spread entre o preço de compra (bid) e o de venda (ask). Cada vez que um usuário compra a um valor e outro vende a um valor ligeiramente diferente, essa diferença é encaixada pelo provedor de liquidez como receita.
Outros mecanismos também estão presentes:
- Taxa de serviço, cobrada por ofertas realizadas na plataforma.
- Comissões de volume, em caso de contratos com bolsas ou plataformas digitalizadas.
- Ferramentas de gestão de risco, que permitem minimizar eventuais prejuízos em períodos atípicos.
É importante lembrar que o formador de mercado assume riscos: pode ser obrigado a liquidar posições em momentos de grande variação de preços e, por isso, usa algoritmos e estatísticas sofisticadas para calibrar as ofertas e evitar prejuízos.
As obrigações regulatórias no mercado brasileiro
Nem tudo são flores para quem atua na provisão de liquidez. As regras da B3 e de plataformas digitais exigem:
- Cadastro e homologação como formador de mercado ou agente específico.
- Compromisso público com prazos mínimos de atuação.
- Divulgação de spreads máximos aceitáveis nos ativos cobertos.
- Relatórios frequentes, fiscalizados periodicamente pelas autoridades competentes.
Essas obrigações existem para criar confiança e proteger investidores finais, dando previsibilidade e transparência das práticas, além de coibir manipulação de preços.
Benefícios para o investidor brasileiro
Talvez a maior vantagem, na minha opinião, seja a redução dos custos indiretos de negociação e a possibilidade de operar em ativos antes considerados “inacessíveis”. Para o investidor, contar com formadores de mercado significa, no dia a dia:
- Maior facilidade para comprar e vender ativos, mesmo com pouco volume negociado.
- Diminuição da diferença entre preços registrados nos livros de ordens.
- Redução do risco de “ficar preso” em posições devido a pouca liquidez.
- Segurança de que as cotações refletem, na média, a oferta e demanda real do mercado.
Liquidez constante muda o nível de confiança do investidor.
Quando faço um paralelo com o ambiente da TrendPlay, vejo que o mesmo raciocínio se mantém. O usuário consegue apostar em temas quentes do momento e sair da posição com facilidade, sem perder dinheiro pela ausência de liquidez, algo que só é possível com sistemas ou agentes especializados fazendo esse papel.
Desafios para quem atua como formador de mercado
Mesmo reconhecendo os benefícios, preciso salientar que não é tarefa simples. O provedor de liquidez enfrenta desafios como:
- Gerenciamento de risco em momentos de eventos inesperados, por exemplo, resultados de eleições ou surpresas econômicas.
- Investimento constante em tecnologia, para automatizar ofertas e rapidez nas respostas.
- Concorrência por spreads menores, que reduz a margem de lucro.
- Necessidade de manter capital considerável disponível para segurar grandes volumes de ordens.

Essas barreiras explicam porque a atuação é realizada, na maioria das vezes, por grandes empresas ou sistemas sofisticados. Mas plataformas modernas, que integram pagamentos locais e temas do cotidiano, como a TrendPlay, vêm demonstrando que é possível inovar e trazer segurança mesmo em ambientes disruptivos.
Tecnologia, descentralização e o novo mercado brasileiro
Se tem uma coisa que me inspira, é ver como a tecnologia está nivelando o jogo para o participante brasileiro. Ferramentas de gestão automatizada de ordens, inteligência artificial e blockchain estão criando novas formas de prover liquidez, inclusive vi que o próprio público, por meio da descentralização, já consegue, em algumas plataformas, participar desse papel, ampliando ainda mais o acesso.
A experiência de operar ou apostar em mercados digitais, como já exemplifiquei na TrendPlay, só é viável graças a esses mecanismos de liquidez. Aliás, nunca foi tão importante se informar sobre esses movimentos. Escrevi, inclusive, um artigo sobre a evolução dos mercados digitais que pode interessar quem quer saber mais sobre o impacto da tecnologia.
Conclusão: O futuro da liquidez pertence ao mercado brasileiro
Enxergando o cenário completo, posso afirmar que o papel do formador de mercado vai muito além do simples fornecimento de ofertas de compra e venda. Eles são os verdadeiros motores do equilíbrio, responsáveis por tornar investimentos e apostas acessíveis, justos e transparentes para todos. Em um momento em que o Brasil pula para a frente em número de investidores e participação em ativos digitais, é fundamental reconhecer essa figura como pilar do mercado.
Se você ficou curioso sobre como aplicar conceitos de liquidez e estabilidade no seu dia a dia, tanto em investimentos, quanto em mercados de previsão como o da TrendPlay, aproveite para conhecer nossa página de conteúdo com artigos e notícias atualizadas. Assim, você estará sempre à frente em conhecimento e poderá tomar decisões mais embasadas.
Perguntas frequentes sobre market maker
O que é um market maker?
Market maker, ou formador de mercado, é uma pessoa, empresa ou sistema responsável por manter ordens de compra e venda ativas em determinado ativo, garantindo liquidez e maior facilidade de negociação para os participantes do mercado.
Como funciona um formador de mercado?
O formador de mercado atua inserindo ordens nos dois lados do livro: compra e venda. Ele ajusta os preços de acordo com as condições do momento, assumindo riscos e buscando lucro na diferença (spread) entre o valor pelo qual compra e o valor pelo qual vende o ativo.
Para que serve um market maker na bolsa?
Na bolsa de valores, o formador de mercado garante que sempre existam ofertas para compra e venda de ativos, evitando iliquidez e grandes oscilações nos preços. Isso torna o ambiente mais estável e amigável para todos, inclusive para quem opera com menor volume.
Market makers são confiáveis?
De modo geral, sim, pois são fiscalizados por órgãos reguladores e precisam seguir regras rígidas. Plataformas como TrendPlay e a B3 exigem relatórios, spreads máximos e capital disponível, além de monitorarem as operações, o que traz segurança aos participantes.
Qual a importância do market maker para liquidez?
Os formadores de mercado são essenciais para garantir que ativos possam ser negociados rapidamente, com preços justos e sem grandes desvios. Sua atuação reduz o risco de oscilações extremas e melhora a experiência de todos os envolvidos, do pequeno ao grande investidor.
